Em Milão um shopping introduziu, numa extensão do seu espaço comercial, um novo conceito ecológico de iluminação, ventilação e de integração na paisagem circundante. A inovação está no sistema de telhado verde que proporciona benefícios da uma rua comercial ao ar livre, tais como a luz natural e brisa fresca e filtra os aspectos desagradáveis, como o ruído e a poluição, excesso de calor ou frio, forte radiação solar directa, chuva e mosquitos. Em termos estéticos o telhado verde promove uma continuidade com a paisagem e os seus elementos naturais através da forma artificial de colina e da carpete de erva que o reveste.
Em Madrid, junto do Museu do Prado, surgiu o projecto Caixa Forum em que uma das paredes está totalmente revestida por 15.000 plantas de 250 espécies (refletem o Jardim Botânico Real que se estende ao longo da rua). Novidade também é o Jardim Botânico de Barcelona.
A competição Reburbia – A suburban design competition está na sua recta final. Das propostas finalistas saliento a Ex Box - Second Lives for Ghost Malls and Big Box Stores que se insere num movimento de ideias para o reaproveitamento de grandes superficies comerciais devolutas.
Foi divulgada a selecção Habitar Portugal, uma iniciativa que se destina a premiar a produção arquitectónica nacional.
Destaco o projecto Vivaci Guarda, uma proposta de centro comercial inserida na malha urbana consolidada que contribui para devolver a centralidade perdida do núcleo histórico.
Com 95% da área bruta locável comercializada, o Tavira Gran-Plaza abriu ao público a 5 de Junho. O complexo está dividido em 110 lojas distribuídas por dois pisos e conta com 1.100 lugares de estacionamento.
É o primeiro centro comercial, a nível ibérico, com um complexo de cinema totalmente digital e digital 3D.
O centro tem como lojas âncora as insígnias do Continente, Sport Zone, Worten, Modalfa, C&A e Zippy Kidstore. Contará com a Loja do Cidadão que assegurá uma componente de serviços de excelência. O sector da decoração e casa será um dos traços distintivos indo de encontro ao crescimento imobiliário verificado no Sotavento Algarvio nos últimos anos. Ao nível da representação local, o Crédito Agricola do Sotavento Algarvio marca presença ao lado de vários comerciantes que reforçaram os seus negócios na cidade.
O primeiroLifestyle Center em Portugal será em Almancil, Algarve. A abertura está prevista para 2011. É uma localização estratégica, a 10 minutos de Faro, Loulé, Vilamoura, dos resorts da Quinta do Lago e de Vale do Lobo e da A22. A comercialização estará a cargo da agência CB Richard Ellis.
O Alma Lifesyle Center é um formato de centro comercial que decalca, sofisticadamente, formas de espaço público urbano, com serviços de retalho, cultura e lazer de excelência. Este formato emergiu no final dos anos 90, nos EUA, onde são identificados como “boutique shopping centers“, dado localizarem-se em áreas suburbanas abastadas.
Embora no Algarve a tendência seja inversa, o crescimento deste formato ocorreu ao mesmo tempo da desaceleração dos centros comerciais tradicionais, pois requerem menos espaço, menos custos partilhados e geram maiores receitas.
Primam por ar livre e acesso rápido às lojas, criando uma relação estreita com o quotidiano dos residentes da área de influência imediata. Em vez de escadas rolantes, encontraramos ruas, árvores e a ambiência e decoração dos espaços são distintivas. Ao nível do mix-comercial, apresentam uma oferta de lojas para o sector de luxo e sem uma loja âncora. Incluem Spas, Fitness centers, restaurantes chiques entre outros.
O maior centro comercial ibérico abriu com 99% da área comercial colocada, prevendo 18 milhões de visitantes/ ano e uma facturação anual acima de 280 milhões de euros.
A 13 de Outubro de 2008, a Cushman & Wakefield divulgou num inquérito a retalhistas que dois em cada três, consideravam que Portugal já não tinha espaço para a abertura de novos centros comerciais. As preferências migraram para outros formatos, sobretudo o comércio de rua, apontado como canal preferencial de expansão por mais de 30% das empresas.
Com as difuldades de financiamento, esta tendência começa agora a ganhar contornos visíveis com os recentes projectos adiados.
Lá fora, o New York Times regista 101 usos a dar a shoppings devolutos, desde parques temáticos, espaços educacionais, escritórios, uso habitacional. Haverá também possibilidades de transformar os parques de estacionamento em espaços verdes. Via The Infrastructurist podemos encontrar mais soluções.
Depois da construção de imensas “ilhas” no território urbanizável das cidades é evidente a necessidade de novas escalas para os centros comerciais do futuro de forma a contribuirem de forma positiva e construtiva para a urbanidade, sobretudo ao nível da sua integração na malha, dinâmica e complementaridades com a cidade.
Desde a sua inauguração que este centro comercial, cuidadosamente integrado na malha urbana, necessita de uma loja âncora tanto para captar clientes como investidores. Após 4 anos desde a sua abertura continua practicamente vazio e em situação de devoluto. Dada a sua priveligiada localização a instalação de uma loja âncora arrastaria novas procuras e pequenos investidores. É numa componente comercial e de mercado que este espaço se pode tornar numa mais valia para a princípal centralidade de Faro. Qualquer outra solução diminuirá os efeitos multiplicadores que potencialmente o Atrium encerra. Igualmente fundamental é gestão do seu mix-comercial numa lógica de conjunto com a oferta envolvente.
Feiras e Mercados com produtos locais, velharias, antiguidades, livros, discos de vinil, relógios antigos, máquinas fotográficas.. e também novas feiras de artesanato urbano contemporâneo na área da reciclagem e reutilização de materiais (via Lifecooler).
Também via Lifecooler, aqui fica uma selecção de Outlets e Retail Parks, incluindo o Freeport..