O Bairro Alto é um projecto urbanístico do século XVI, resultado de uma pioneira operação intitulada de Vila Nova de Andrade. Ao nível do desenho urbano, de traçado geométrico, este Bairro representou uma nova ideia de cidade, moderna e racional. Ao nível social, é cada vez mais, um esconderijo cultural, estreitamente ligado à vida nocturna, gerador de “microclimas” artísticos, assentes em tendências urbanas emergentes, nichos comerciais vanguardistas e estreantes formas de arte.
Deste modo, o Bairro Alto tem assistido a uma crescente instalação de “ateliers” e lojas de fusão de moda e design, de lojas de antiguidades, de arte, de produtos regionais, de espaços de divulgação cultural (como livrarias e galerias), em paralelo com uma grande diversidade de restaurantes, bares, cafés e espaços lúdicos em geral.
Em virtude deste mix-comercial, o bairro projecta uma imagem de vanguarda, assumindo um posicionamento competitivo próprio, autónomo e gerador de procuras específicas e distintas da restante baixa de Lisboa.

Neste contexto, e à imagem do que já foi iniciado pela vizinha Baixa-Chiado ou em Santos, e sem condicionar o florescimento comercial e cultural que o distingue, seria importante criar no Bairro Alto uma unidade de gestão, capaz de desenvolver uma estratégia de urbanismo comercial para atingir novos níveis de qualidade enquanto marca territorial, através da promoção conjunta, dinamização de eventos, reabilitação urbana e apoio aos privados e demais entidades.
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