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Moderno ao Sul

É o nome da exposição que esteve no Museu Municipal de Faro sobre a obra do arquitecto algarvio Manuel Gomes da Costa, pioneiro do Modernismo no Algarve, actualmente com 88 anos. Inspirado a início pela arquitectura moderna Internacional que rompia com os padrões do «Português Suave» desse tempo, nomeadamente em Óscar Niemeyer e na espectacular arquitectura brasileira da época (anos 50 e 60), foi evoluindo até à definição de um estilo próprio.

Gomes da Costa sempre procurou uma Arquitectura leve, minimalista, solta, humana, adaptada ao lugar e ao clima, com vincada expressão plástica por via de avarandados, pérgolas, grelhas, paineis de mosaicos nas fachadas e grandes janelas de vidro.

Moradia em Faro

É responsável por projectos como a ampliação do Colégio de Nossa Senhora do Alto em Faro, a Capela de Santa Luzia, a Cooperativa Agrícola de St. Catarina da Fonte do Bispo, um conjunto de cinco imóveis em Tavira e inúmeros edifícios de habitação unifamiliar e colectiva em todo o Algarve. Destaco alguns dos projectos concretizados em Faro onde tinha a sua residência e ateliê na Rua Reitor Teixeira Guedes. Projectou casas na Ilha de Faro, na envolvente à mata do Liceu, a Casa Milagre (Rua Reitor Teixeira Guedes e Eça de Queiroz), a Casa Gago Rosa na Rua General Humberto Delgado, blocos de apartamentos e serviços (Tridente e Quarteirão Branco na Avenida 5 de Outubro, Edifício Dr. Nogueira na Rua de St. António, Edifcío Pires e Brito junto à Igreja do Carmo) ou o Pavilhão do Farense.

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Regime jurídico da reabilitação urbana

Publicado o Decreto-Lei n.º 307/2009. D.R. n.º 206, Série I de 2009-10-23 que aprova o regime jurídico da reabilitação urbana.

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Hortas Urbanas

A Lifecooler dedicou-se à agricultura made in home e preparou um briefing para iniciar a sua pequena horta caseira.

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Condomínios Lacustres

Os holandeses combatem os aumentos e descidas das marés desde há séculos, construindo diques e bombas para deitar fora a água das áreas que estão abaixo do nível do mar. Agora, ao invés de lutar contra a infiltração da água nas suas terras, os holandeses estão a usá-la como parte integrante de um novo território urbano denominado “New Water“, o qual integra o primeiro complexo de apartamentos flutuante – a Citadel (Cidadela).

Citadel

Embora as casas flutuantes não sejam uma novidade, este projecto destaca-se em vários aspectos. Inclui 60 luxuosos apartamentos (construídos a partir de módulos pré-fabricados), um parque de estacionamento, um caminho flutuante, uma doca e vai utilizar menos 25% de energia do que um edifício convencional (graças à utilização da água em ténicas de arrefecimento). Cada unidade terá seu o próprio terraço, bem como um ponto de vista para o lago que circunscreve o condomínio.

Também na Holanda, duas penínsulas flutuantes da zona oriental de Amesterdão assumem uma nova interpretação do tradicional canal holandês, numa sequência repetitiva de habitações estéticamente equilibradas com as docas industriais.

Borneo-Sporenburg

Nas utopias, a webzine WebUrbanist  tem no seu arquivo 5 exemplos de cidades  flutuantes e o Discovery Channel assumiu recentemente ser possivel concretizar, com a tecnologia actualmente disponível, uma Nova Orleães em alto mar.

No conceito de ilha artificial, as Ilhas de Palmeiras no Dubai são actualmente o expoente máximo. Projecto similar esteve para avançar no Algarve mas acabou chumbado
       
O que mereceu aprovação e parece não causar danos ambientais significativos foi o projecto da Cidade Lacustre que irá ser construída sobre lagos e canais a poente da actual marina de Vilamoura. Longos passeios pedonais cruzam os lagos interligando diferentes zonas, comercial, turística e residencial, com a marina, a praia e campos de golfe. É o maior investimento da lista dos 12 projectos classificados de potencial interesse nacional (PIN) apresentada pelo Turismo do Algarve e que deste modo contornam as restrições dos planos de ordenamento territorial.
   
Cidade Lacustre

 

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Parques de Lazer

A Ponte Parodi é um projecto que estabelece uma nova centralidade baseada na multiplicação das experiências. A par da função de terminal de cruzeiros e de  espaços cultural este espaço ribeirinho potencia toda a sua tridimensionalidade através da forma ondulante que esboça uma praça e proporciona um parque verde no topo (tipo telhados verdes), destacando os pontos de vista de Génova.

Ponte Parodi

Em contexto residencial destaco dois projectos. O Parque Monte Laa desenhado para agradar os mais novos, constituído de parques infantis, recursos hídricos e skate parque e a Plaza Del Desierto destinada a proporcionar momentos mais recatados (com algumas semelhanças com o Ciglermarani Park).

Em locais mais desafogados, o Buga 05 Playground combina apenas dois materiais/ cores (tartan e relva) num terreno ondulante e descontraído. Mais formal e geométrico é o New Garden – Dyck Castle e com uma abordagem orgânica apesar de artificial, o Pinar del Perruquet Park.

Por último, um eixo verde que estrutura várias componentes individuais de Madrid, o Parque Lineal de Manzanares.

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Selecção Habitar Portugal

Foi divulgada a selecção Habitar Portugal, uma iniciativa que se destina a premiar a produção arquitectónica nacional.

Destaco o projecto Vivaci Guarda, uma proposta de centro comercial inserida na malha urbana consolidada que contribui para devolver a centralidade perdida do núcleo histórico.   

Vivaci Guarda

 

 

 

 

 

 

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Residência Conventual

Na Carolina do Sul uma antiga igreja de 1937 irá ser requalificada em lofts, solução ideal para jovens profissionais criativos. O renovado edifício é composto por doze T1’s, unidades pequenas mas com qualidade de vida e numa envolvente que convida ao passeio.
 
Em Tavira está em curso um projecto semelhante, mas com um público-alvo diferente. É o projecto de Souto Moura para o Convento das Bernardas.

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Reabilitação Urbana

vitalidade dos centros históricos ocupa hoje um lugar de destaque nos discursos relacionados com o urbanismo. Por várias razões, mas sobretudo devido à consciencialização generalizada de que é necessário colocar um travão à expansão das cidades à custa do esvazimento dos seus próprios centros. A lógica é redireccionar o crescimento para o seu interior, consolidando centralidades e a unidade urbana.

Agora e com a aprovação do Novo Regime Jurídico de Reabilitação Urbana, os instrumentos e modelos de gestão deverão continuar a evoluir numa óptica de gestão integrada e estratégica, capaz de concretizar e dinamizar programas de acção que integrem a reabilitação física, demográfica, económica e cultural (ver Temple Bar). As Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU Porto, por exemplo) criadas em 2004, abriram caminho para este novo nível de gestão ao qual importa garantir mais condições de planeamento e execução. Um dado importante é a figura do Plano Pormenor de Reabilitação Urbana que consagra formas de intervir em áreas urbanas alargadas.

Paralelamente foi publicado o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural e será importante alargar incentivos, fiscalidade favorável e programas de apoio ao investimento dos privados e das parcerias envolvidas. A Lei do Arrendamento Urbano  deverá evoluir no sentido de se tornar aplicável e estimulante para o mercado da procura e investidores.

O conceito de reabilitação está há muito identificado pela Geografia Urbana. As principais notas para uma nova ideia de reabilitação recaem nas dinâmicas residenciais e atracção das novas procuras actualizando as exigentes centralidades históricas às necessidades actuais. Para tal, a reabilitação deverá ser menos conservadora integrando novas soluções, menos intransigente nas regras adequando as tipologias dos imóveis e dos estabelecimentos comerciais ou realizando renovações pontuais.

Importa salientar a componente de revitalização funcional. Esta implica um certo risco, nomeadamente o de conjugar o apoio e a promoção de novas actividades com a manutenção das tradicionais, pelo que se deve aproveitar as virtudes do ordenamento comercial e das estratégias de urbanismo comercial para consagração de um ambiente comercial  competitivo para todos.

 

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A Reabilitação de Temple Bar

 É um dos bairros mais populares do centro histórico de Dublin. Durante os anos 90 foi alvo de um projecto de reabilitação que inverteu a dinâmica de despovoamento e de desqualificação social, funcional e paisagística, e tornou Temple Bar num local vibrante e cheio de vitalidade. Este processo de reabilitação assentou num projecto claro e mobilizador de afirmação de Temple Bar como bairro cultural de Dublin

Mosaico Temple Bar estratégia de reabilitação urbana adoptada e gerida por uma unidade de gestão própria do bairro, é considerada uma das experiências de maior sucesso na Europa. A reabilitação arquitectónica e urbanística do bairro foi acompanhada por um programa abrangente para a área cultural, residencial, comercial e promocional. Esta visão integrada de conjunto, com medidas articuladas entre si, acabou por substanciar uma visão estratégica forte e coerente, determinando o sucesso final.

A componente de reabilitação mais dura e fisica procurou privilegiar, sempre que possivel, o restauro dos edifícios recuperando antigos fogos e adaptando-os para uso residencial (a par de medidas de recuperação demográfica). É importante salientar que não se renunciou à produção de habitação em novas construções nem à abertura de novas praças e ruas.

Concluída a 1.ª fase da estratégia, a economia da cultura foi fomentada através do investimento público em novos equipamentos e instituições de interesse artístico nas áreas do audiovisual, multimédia e artes gráficas. Em concreto, dinamizando os seus programas culturais, realizando cursos de formação e treino de artistas e reinvestindo as receitas na manutenção de espaços a baixo custo para artistas e empresas do sector cultural.

Em termos de gestão, destaque também para a revitalização funcional do bairro e dinamização do comércio através de uma eficaz acção de marketing junto de potenciais investidores e da gestão estratégica e coordenada dos novos estabelecimentos (tal como um centro comercial), dando previlégio às empresas do sector cultural. O ambiente urbano criado acabou por atrair empresas vocacionadas para  o lazer, para a restauração (hoteis, pubs, restaurantes) moda, antiguidades, design e decoração.

Ao nível do marketing territorial referir que a marca Temple Bar procura ser um sinónimo de modernidade, irreverência e cosmopolitismo, através de capanhas de publicidade nos media, na aposta na animação de rua e na programação cultural. 

     

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