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Metamorfoses Urbanas

Via 5.ª Cidade, apresenta-se o artigo Metamorfoses Urbanas: Quais possibilidades para a participação na (re)construção do ambiente urbano? Este artigo, desenvolvido no âmbito da psicologia social, foca as contradições e os avanços do planeamento urbano e as suas implicações na organização espacial e social urbana. Realçando a problemática brasileira, são várias as fases abordadas, desde o planeamento modernista ao Novo Urbanismo, passando pelo planeamento estratégico, para culminar salientando a participação enquanto meio de diálogo para construir cidades mais inclusivas.

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Moderno ao Sul

É o nome da exposição que esteve no Museu Municipal de Faro sobre a obra do arquitecto algarvio Manuel Gomes da Costa, pioneiro do Modernismo no Algarve, actualmente com 88 anos. Inspirado a início pela arquitectura moderna Internacional que rompia com os padrões do «Português Suave» desse tempo, nomeadamente em Óscar Niemeyer e na espectacular arquitectura brasileira da época (anos 50 e 60), foi evoluindo até à definição de um estilo próprio.

Gomes da Costa sempre procurou uma Arquitectura leve, minimalista, solta, humana, adaptada ao lugar e ao clima, com vincada expressão plástica por via de avarandados, pérgolas, grelhas, paineis de mosaicos nas fachadas e grandes janelas de vidro.

Moradia em Faro

É responsável por projectos como a ampliação do Colégio de Nossa Senhora do Alto em Faro, a Capela de Santa Luzia, a Cooperativa Agrícola de St. Catarina da Fonte do Bispo, um conjunto de cinco imóveis em Tavira e inúmeros edifícios de habitação unifamiliar e colectiva em todo o Algarve. Destaco alguns dos projectos concretizados em Faro onde tinha a sua residência e ateliê na Rua Reitor Teixeira Guedes. Projectou casas na Ilha de Faro, na envolvente à mata do Liceu, a Casa Milagre (Rua Reitor Teixeira Guedes e Eça de Queiroz), a Casa Gago Rosa na Rua General Humberto Delgado, blocos de apartamentos e serviços (Tridente e Quarteirão Branco na Avenida 5 de Outubro, Edifício Dr. Nogueira na Rua de St. António, Edifcío Pires e Brito junto à Igreja do Carmo) ou o Pavilhão do Farense.

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Padrão urbano

Via Landezine podemos aceder a um conjunto interessante de fachadas recuperadas da cidade de Segovia que exibem detalhes padronizados e representativos do seu passado multicultural.

Segovia pattern facades

Noutra escala, os padrões suburbanos acompanham algumas formas e ritmos destes detalhes da cidade orgânica e tradicional e para Ross Racine são  a fonte de inspiração para criar desenhos de subúrbios fictícios de baixas densidades.

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Chicago

Faz 100 anos que o Plano de Chicago (1909) foi apresentado. É o documento mais conhecido na história do planeamento dos EUA. Plano de Chicago, 1909Da autoria de Daniel Burnham e promovido pelo Clube Comercial de Chicago, tinha como ambição tornar Chicago na maior cidade do mundo. Expectativas goradas, apesar do rápido crescimento verificado. Hoje é a 3.ª maior nos EUA.

Contém 143 esquemas e desenhos visionários com novos padrões de desenvolvimento urbano e novos princípios de planeamento regional. Entre eles encontramos uma rede de avenidas no estilo Haussmaniano (Carlos Balsas in Revista Urbanismo). 

 

ChicagoCom este Plano, a cidade ganhou uma matriz de crescimento e um conjunto de recomendações que ainda hoje são fonte de inspiração. É de destacar o conjunto de parques e jardins na frente urbana do lago e a sua preservação como solo de utilização pública que deve permanecer para sempre aberto e desimpedido de qualquer construção ou obstáculo. Neste espaço foi criado em 1997 um dos mais emblemáticos projectos em parques urbanos das últimas décadas, o Millenium Park.  

No início deste século foi elaborado um novo plano para suceder ao de Daniel Burnham e guiar o crescimento e as dinâmicas urbanas e regionais, promovido novamente pelo Clube Comercial de Chicago e denominado de Metropolis 2020 .

Ao nível do planeamento urbano, Chicago também ficou famosa pelos príncipios de renascimento urbano evocados na  Exposição Mundial de 1893, pelo legado de Frank Loyd Wright e pelo estudo de fenómenos urbanos da Escola de Chicago.

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(Re)Construir Cidades

(…) Apesar da diversidade dos discursos sobre as cidades, eles tendem a dirigir-se para as suas representações e para o que nelas é mais denso de sentidos. Não é por acaso que nestes tempos de diluição das formas e dos limites das cidades, nos fixamos no centro, no risco de o perder ou na ânsia de o refundar. Diferentemente da ideia de cidade como artefacto definido pela sua forma, limites e centro, o urbano é hoje lugar de muitos centros que respondem a essa designação pela particularidade de condensarem funções, vivências e símbolos, de alguma forma, “centrais”. Nem sempre foi assim.

In Colóquio sobre cidades e arquitecturas da passagem do séc. XIX para o séc. XX.

 

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Le Corbusier no CCB

No próximo dia 19 de Maio, o Museu Colecção Berardo inaugura a mais completa retrospectiva do trabalho de um dos mais importantes arquitectos do século XX, Charles-Edouard Jeanneret, internacionalmente reconhecido pelo pseudónimo Le Corbusier. Mais detalhes da noticia aqui.

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Habitação Social

Artigo sobre a arquitectura da habitação económica em Portugal (promovida pela Federação de Caixas de Previdência), contextualizada política e culturalmente – anos 40 a 70 considerando-se essencialmente dois momentos de intervenção: as Casas de Renda Económica e as Casas Construídas Através de Empréstimo.

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Barcelona

Em 1885, o poder público de Barcelona autorizou a demolição dos muros da cidade antiga, então caracterizada por altas densidades habitacionais e insalubres condições de vida, para implementar o Plano de Cerdá de expansão da cidade (ortogonalidade, sentido mar-montanha, blocos regulares de edifícios).

Este plano conferiu a legibilidade e parte da identidade que atribuímos à cidade de Barcelona.

Posteriormente (1928-1939), o GATCPAC (Grupo de Arquitectos y Técnicos Catalanes por el Progreso de la Arquitectura Contemporánea), implementou um plano de edifícios complementar ao plano de Cerdá.

Apesar de quase 150 anos terem se passado, novas propostas de intervenção urbana, como a Vila Olimpica, ainda se acomodaram facilmente no racional layout proposto pelo engenheiro.

Uma das principais características do layout é a sua ortogonalidade:

  • uso do ângulo recto como meio de estabelecer a unidade espacial.
  • requer espaço suficiente para se retirar o maior partido perspéctivo do edifícios e sua diversidade rítmica
  • integridade morfológica do todo imune a elementos alterados ou acrescentados
  • hierarquização do espaço 

 

Barcelona

Barcelona

Extra: Consulte a história do urbanismo de Barcelona nos arquivos de “O plano cerdá”

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Complexo Residencial

Área residencial Alt Erlaa em Viena foi construida entre 1973 e 1985 e é considerado um exemplo do planeamento residencial da Austria das décadas de 60 e 70.

Equipa de arquitectos: Harry Glück & Partner, Kurt Hlaweniczka, Requat & Reinthaller.

Complexo Residencial

Viena

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