Via 5.ª Cidade, apresenta-se o artigo Metamorfoses Urbanas: Quais possibilidades para a participação na (re)construção do ambiente urbano? Este artigo, desenvolvido no âmbito da psicologia social, foca as contradições e os avanços do planeamento urbano e as suas implicações na organização espacial e social urbana. Realçando a problemática brasileira, são várias as fases abordadas, desde o planeamento modernista ao Novo Urbanismo, passando pelo planeamento estratégico, para culminar salientando a participação enquanto meio de diálogo para construir cidades mais inclusivas.
Filed under: historia , modernismo, novo urbanismo
Explorar os diversos aspectos das praças urbanas é o principal objectivo da Urban Squares. Este site foi criado em 2001 e nele estão arquivadas descrições psicogeográficas de eixos urbanos e uma colecção de praças públicas sujeita a um sistema de classificação por tipos e segundo um método de avaliação assente nos príncipios presentes na figura seguinte.

Filed under: urbanismo , desenho urbano, gestão, novo urbanismo, territorio
Aqui estão
12 centros urbanos que oferecem uma alternativa radical ao modelo tradicional de desenvolvimento urbano. Ao invés do habitual, não necessitam de décadas ou séculos de crescimento para se tornarem numa metrópole, são planeadas e construídas como tal.
Filed under: historia , modelo urbano, novo urbanismo
Tornar uma cidade amiga do ciclista é uma tarefa árdua, mais complexa do que a tornar amiga do peão que geralmente implica maior definição, conexão e segurança dos fluxos, ou simplesmente condicionamento parcial ou total dos carros (como no exemplo das car-free cities).
Para fomentar significativamente o uso das bicicletas, como meio de deslocação urbano, são necessários programas articulados que criem uma cultura de utilização, sendo as medidas de várias ordens. A par da estrutura fisica é fundamental o parqueamento, a assistência, a sensibilização e educação, regras viárias, etc, etc.. . Amesterdão é um caso de sucesso: 60% das viagens ao centro da cidade já são realizadas deste modo.

Filed under: urbanismo , novo urbanismo
Portugal é uma nação com o coração no mar, uma relação histórica e geográfica que nos identifica e posiciona. Além das intervenções imobiliárias contemplativas ou frentes ribeirinhas polismente franchisadas, o urbanismo pode estreitar e entrelaçar esta relação de forma mais criativa e inovadora. Quem não gosta de ir a um pontão ver as vistas, conviver ou saltar? Em Copenhaga, por exemplo, centenas de pessoas podem usufruir de um Porto de Banhos qualificado como se estivessem numa praia ou num parque aquático longe do centro da metrópole.

Toronto, por seu turno, já está a aplicar um plano alargado para dar legibilidade a décadas de projectos junto do lago Ontário. A plataforma Wavedeck e as milhares de novas amarrações a conectar diversos bairros ao lago, são as principais novidades dessa intervenção.

Destaco também, a um nível mais conceptual, simbólico, a Plaza de España em Santa Cruz de Tenerife. É um exemplo de Praça-Praia que merece um olhar atento. O espaço criado é uma enorme fonte pública, redonda, côncava e tangencial ao monumento que estava no centro da praça original. Exalta a relação entre a cidade e o Atlântico bem como a sua geografia fisica e humana. O branco pérola do centro aparece como um sonho, como versão de uma praia tropical fixa no centro da cidade, um efeito reforçado pelas diferentes quantidades de água que formam o cenário. Os repuchos verticais simulam geyser’s e combinados com as grutas e com os pavilhões envolventes (que representam o enrugamento do solo natural) evocam a formação vulcânica das ilhas. O recorte no fundo da praça reproduz as fundações do antigo castelo e a iluminação baseada em cabos suspensos, as aldeias fêtes. 
Filed under: urbanismo , ambiente, faro, novo urbanismo, recintos
Os holandeses combatem os aumentos e descidas das marés desde há séculos, construindo diques e bombas para deitar fora a água das áreas que estão abaixo do nível do mar. Agora, ao invés de lutar contra a infiltração da água nas suas terras, os holandeses estão a usá-la como parte integrante de um novo território urbano denominado “New Water“, o qual integra o primeiro complexo de apartamentos flutuante – a Citadel (Cidadela).

Embora as casas flutuantes não sejam uma novidade, este projecto destaca-se em vários aspectos. Inclui 60 luxuosos apartamentos (construídos a partir de módulos pré-fabricados), um parque de estacionamento, um caminho flutuante, uma doca e vai utilizar menos 25% de energia do que um edifício convencional (graças à utilização da água em ténicas de arrefecimento). Cada unidade terá seu o próprio terraço, bem como um ponto de vista para o lago que circunscreve o condomínio.
Também na Holanda, duas penínsulas flutuantes da zona oriental de Amesterdão assumem uma nova interpretação do tradicional canal holandês, numa sequência repetitiva de habitações estéticamente equilibradas com as docas industriais.

Nas utopias, a webzine WebUrbanist tem no seu arquivo 5 exemplos de cidades flutuantes e o Discovery Channel assumiu recentemente ser possivel concretizar, com a tecnologia actualmente disponível, uma Nova Orleães em alto mar.
O que mereceu aprovação e parece não causar danos ambientais significativos foi o projecto da
Cidade Lacustre que irá ser construída sobre lagos e canais a poente da actual marina de Vilamoura. Longos passeios pedonais cruzam os lagos interligando diferentes zonas, comercial, turística e residencial, com a marina, a praia e campos de golfe. É o maior investimento da lista dos
12 projectos classificados de potencial interesse nacional (PIN) apresentada pelo Turismo do Algarve e que deste modo contornam as restrições dos planos de ordenamento territorial.
Filed under: urbanismo , algarve, ambiente, arquitectura, desenho urbano, habitação, novo urbanismo, turismo
Do Brasil à Koreia, a Clinton Climate Initiative seleccionou 16 Green Cities do futuro para participarem no Climate Positive Development Program como exemplos de uma nova geração de cidades.
No R.U., o governo deu luz verde a quatro novas cidades que vão disponibilizar dez mil casas construídas de acordo com rigorosos padrões ambientais, até 2016.
Em Portugal, Bragança lançou o “Plano Estratégico para a Ecocidade de Bragança” que visa concretizar a médio-prazo a estratégia geral da cidade numa ecocidade moderna, capaz de atrair pessoas qualificadas e investimento, valorizando os seus recursos endógenos.
Post Relacionado:
Filed under: urbanismo , ambiente, modelo urbano, novo urbanismo
A actual crise económica teve como um dos seus principais pilares a especulação entre o mercado financeiro e mercado imobiliário, o que de certa forma representa o declinio de uma forma de fazer cidade. Insistir nesse modelo é agora perder dinheiro e estender tanto as cidades como a crise. É urgente apostar na reabilitação urbana e consolidar alternativas de planeamento urbano, tanto que nos EUA as cidades vão encolher por directiva da administração Obama, com a demolição prevista de bairros inteiros.
O novo urbanismo passa pela aposta na escala humana, redireccionando o crescimento e as dinâmicas residenciais para o interior das cidades e consolidando as suas centralidades com usos mistos e proximidade entre as pessoas e as actividades e serviços (em detrimento de zonamentos funcionais).
A qualificação urbanística de uma centralidade deve ser acompanhada de linhas orientadoras de ordenamento comercial que alavanquem sinergias económicas entre as empresas e por estratégias de marketing territorial capazes de promover experiências urbanas aos seus protagonistas. A conexão entre as centralidades, através de corredores públicos ambientalmente qualificados (veja-se o exemplo High Line em NY ou a Ecoboulevard de Madrid) e através de soluções mistas de transportes, é outro aspecto do urbanismo emergente.
Last but not the least, o novo urbanismo deve efectivar o envolvimento dos cidadãos nos processos de planeamento criando estratégias assentes no seu DNA – o lugar, as pessoas e os produtos locais.

Filed under: urbanismo , modelo urbano, novo urbanismo, territorio
Use este
guia interativo criado pelo
English Heritage para ver como um ambiente urbano histórico pode ser melhorado numa óptica conservadora.. Os sinais vermelhos indicam situações problemáticas e clique para revelar o que pode ser feito para eliminá-los.
Filed under: urbanismo , arquitectura, mobiliario urbano, novo urbanismo, prémios