O INE divulgou mais uma versão do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, com dados de base de 2007. Verifica-se que em mais de 300 concelhos apenas 39 registam um indice de poder de compra per capita acima da média nacional. Este dado reflete a forte assimetria regional na distribuição de rendimento e uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra. De facto, Lisboa apresenta o IPC mais elevado, os territórios metropolitanos apresentam, na sua generalidade, valores acima da média nacional e os outros destaques são os concelhos de Faro, Coimbra e Aveiro. Este estudo é como um indicador que apesar de algo limitado quanto à diversidade de variáveis utilizadas é uma das melhores peças em produção regular para a compreensão e descrição do país.
Extra: Artigo de opinião publicado no Suplemento de Economia do Diário do Minho
A CNN Money lançou recentemente um estudo sobre qual a melhor cidade para lançar um pequeno negócio. O que importa destacar, além dos vencedores, é a metodologia simples e com três grupos de indicadores: Clima de Negócios, Procura e Custos.
Além dos dados gerais do panorama económico-social da cidade, para esclarecimento dos investidores interessados é fundamental ter acessível outros tipos de informação, como os espaços devolutos disponiveis, planos de negócios, informação sobre incentivos locais ou nacionais em vigor (ver Toronto, Doing Business). Neste sentido, o investidor sentir-se-á confortável e apoiado o que poderá ser decisivo no seu start-up. A C.M. Tavira, por exemplo, disponbilizou em 2007 um Estudo de Oportunidades de Negócios e o CRIA (Centro Regional para a Inovação do Algarve) tem no seu Plano Regional de Inovação um documento estruturado de modo similar. Mais recente é a iniciativa Algarve Acolhe que disponibiliza de forma prática informação georreferenciada, recolhida junto dos Municípios da região e das áreas empresariais existentes, relativa à caracterização das áreas e/ou lotes, identificando valências, disponibilidades, acessibilidades e contactos.
Após uma noite eleitoral autárquica, saliento a importância de iniciar uma profunda mudança na forma como as autarquias prestam serviços de informação pública. Como exemplo, destaco um conjunto de aplicações baseadas em dados geo-referenciados que a cidade de S. Francisco disponíbiliza aos residentes da cidade no seu DataSF.org e via iPhone. Entre as aplicações disponíveis pode-se encontrar um EcoFinder que ajuda os residentes a descobrir o serviço de reciclagem mais próximo ou o Mom Maps que ajuda a encontrar os spots ideais para as crianças.
Na Carolina do Sul uma antiga igreja de 1937 irá ser requalificada em lofts, solução ideal para jovens profissionais criativos. O renovado edifício é composto por doze T1’s, unidades pequenas mas com qualidade de vida e numa envolvente que convida ao passeio.
Em Tavira está em curso um projecto semelhante, mas com um público-alvo diferente. É o projecto de Souto Moura para o Convento das Bernardas.
A vitalidade dos centros históricos ocupa hoje um lugar de destaque nos discursos relacionados com o urbanismo. Por várias razões, mas sobretudo devido à consciencialização generalizada de que é necessário colocar um travão à expansão das cidades à custa do esvazimento dos seus próprios centros. A lógica é redireccionar o crescimento para o seu interior, consolidando centralidades e a unidade urbana.
Agora e com a aprovação do Novo Regime Jurídico de Reabilitação Urbana, os instrumentos e modelos de gestão deverão continuar a evoluir numa óptica de gestão integrada e estratégica, capaz de concretizar e dinamizar programas de acção que integrem a reabilitação física, demográfica, económica e cultural (ver Temple Bar). As Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU Porto, por exemplo) criadas em 2004, abriram caminho para este novo nível de gestão ao qual importa garantir mais condições de planeamento e execução. Um dado importante é a figura do Plano Pormenor de Reabilitação Urbana que consagra formas de intervir em áreas urbanas alargadas.
O conceito de reabilitação está há muito identificado pela Geografia Urbana.As principais notas para uma nova ideia de reabilitação recaem nas dinâmicas residenciais e atracção das novas procuras actualizando as exigentes centralidades históricas às necessidades actuais. Para tal, a reabilitação deverá ser menos conservadora integrando novas soluções, menos intransigente nas regras adequando as tipologias dos imóveis e dos estabelecimentos comerciaisou realizando renovações pontuais.
Importa salientar a componente de revitalização funcional. Esta implica um certo risco, nomeadamente o de conjugar o apoio e a promoção de novas actividades com a manutenção das tradicionais, pelo que se deve aproveitar as virtudes do ordenamento comercial e das estratégias de urbanismo comercial para consagração de um ambiente comercial competitivo para todos.
Via 5.ª Cidade podemos analisar um artigo sobre Parques Temáticos, onde é reflectida a sua importância enquanto “perpetuadores do património imaterial (…) numa tentativa de não esquecer o passado e de preservação da memória”. É analisado o seu conceito, enquadramento histórico, tipos e a sua situação actual ao nível nacional e internacional. É também referida a função que os shopping temáticos assumem nesta vertente, a par dos eventos culturais, de curto espaço de tempo, que moldam um centro ou uma vila a uma determinada temática histórica.
Saliento o alerta deixado de que no país não existe um parque que faça referência aos Descobrimentos e neste ponto relembro o potencial muito forte de Lagos para o acolher. Já existe projecto e também irá a votos nestas autarquicas, podendo vir a integrar a oferta de produtos culturais e de ícones urbanos relacionados com a interpretação das descobertas, nomeadamente o Festival dos Descobrimentos (Desfile, Roteiro Gastronómico, Feira Quinhentista). Em proposta, o Parque das Descobertas é um parque temático (botânico e cultural) constituído por um conjunto de jardins evocativos das diferentes culturas com que os portugueses contactaram e interagiram durante a Epopeia dos Descobrimentos. O equipamento conjuga a vertente científica ligada à história, botânica e fauna, com a vertente lúdica e turística.
O primeiroLifestyle Center em Portugal será em Almancil, Algarve. A abertura está prevista para 2011. É uma localização estratégica, a 10 minutos de Faro, Loulé, Vilamoura, dos resorts da Quinta do Lago e de Vale do Lobo e da A22. A comercialização estará a cargo da agência CB Richard Ellis.
O Alma Lifesyle Center é um formato de centro comercial que decalca, sofisticadamente, formas de espaço público urbano, com serviços de retalho, cultura e lazer de excelência. Este formato emergiu no final dos anos 90, nos EUA, onde são identificados como “boutique shopping centers“, dado localizarem-se em áreas suburbanas abastadas.
Embora no Algarve a tendência seja inversa, o crescimento deste formato ocorreu ao mesmo tempo da desaceleração dos centros comerciais tradicionais, pois requerem menos espaço, menos custos partilhados e geram maiores receitas.
Primam por ar livre e acesso rápido às lojas, criando uma relação estreita com o quotidiano dos residentes da área de influência imediata. Em vez de escadas rolantes, encontraramos ruas, árvores e a ambiência e decoração dos espaços são distintivas. Ao nível do mix-comercial, apresentam uma oferta de lojas para o sector de luxo e sem uma loja âncora. Incluem Spas, Fitness centers, restaurantes chiques entre outros.
(…) o Turismo Cultural deverá transformar-se em Turismo Criativo. A criatividade atrai empresas e indivíduos do sector cultural, gerando efeitos multiplicadores importantes na economia local e elevando o valor e a consciência estética da produção criativa nos destinos (…) assim, o Turismo Criativo é uma evolução da experiência tradicional de turismo na procura de formas de consumo que enfatizam o desenvolvimento pessoal.
A palavra gourmet, de origem francesa, teve como significado original os bons apreciadores de vinho, mas hoje em dia já faz parte do vocabulário português e alargou o seu âmbito a tudo o que se relaciona com os prazeres da mesa, sempre na perspectiva da autenticidade e da qualidade.
Um gourmet do século XXI é alguém que viaja muito e gosta de conhecer os sabores mais tradicionais e genuínos dos sítios por onde passa, ou alguém que faz da experimentação dos paladares de outras paragens uma forma muito cómoda de viajar sem sair do mesmo lugar.
E os negócios direccionados para esta nova classe de consumidores não param de aumentar. Neste contexto, a Associação Comercial de Braga (ACB) apresenta o Salão MinhoGourmet, que se realiza de 6 a 8 de Março de 2009, no Centro de Dinamização Empresarial, em Soutelo, Vila Verde.
Este certame constitui uma oportunidade para dar a conhecer a diversificada oferta de produtos associados ao Gourmet, nomeadamente: