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Poeta do povo

António Aleixo

No dia 16 de Novembro, pelas 21h, vai ser emitido pela RTP2 o Documentário “António Aleixo, na terra acho, na terra deixo” sobre a vida e obra do reconhecido poeta do povo, algarvio, ícone da cidade de Loulé e filho de VRSA. Este trabalho contém entrevistas a familiares, amigos, pessoas que lhe estiveram próximas e apaixonados da sua obra. Incluí também uma pequena dramatização filmada nos locais por onde o poeta passou, nomeadamente Loulé, Faro, Bordeira, S Brás de Alportel, V. R. S. António, Cachoupo, Cacela Velha, Albufeira, Tavira, Quarteira, Olhão, Coimbra e Tentugal.

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Moderno ao Sul

É o nome da exposição que esteve no Museu Municipal de Faro sobre a obra do arquitecto algarvio Manuel Gomes da Costa, pioneiro do Modernismo no Algarve, actualmente com 88 anos. Inspirado a início pela arquitectura moderna Internacional que rompia com os padrões do «Português Suave» desse tempo, nomeadamente em Óscar Niemeyer e na espectacular arquitectura brasileira da época (anos 50 e 60), foi evoluindo até à definição de um estilo próprio.

Gomes da Costa sempre procurou uma Arquitectura leve, minimalista, solta, humana, adaptada ao lugar e ao clima, com vincada expressão plástica por via de avarandados, pérgolas, grelhas, paineis de mosaicos nas fachadas e grandes janelas de vidro.

Moradia em Faro

É responsável por projectos como a ampliação do Colégio de Nossa Senhora do Alto em Faro, a Capela de Santa Luzia, a Cooperativa Agrícola de St. Catarina da Fonte do Bispo, um conjunto de cinco imóveis em Tavira e inúmeros edifícios de habitação unifamiliar e colectiva em todo o Algarve. Destaco alguns dos projectos concretizados em Faro onde tinha a sua residência e ateliê na Rua Reitor Teixeira Guedes. Projectou casas na Ilha de Faro, na envolvente à mata do Liceu, a Casa Milagre (Rua Reitor Teixeira Guedes e Eça de Queiroz), a Casa Gago Rosa na Rua General Humberto Delgado, blocos de apartamentos e serviços (Tridente e Quarteirão Branco na Avenida 5 de Outubro, Edifício Dr. Nogueira na Rua de St. António, Edifcío Pires e Brito junto à Igreja do Carmo) ou o Pavilhão do Farense.

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Apoio Empresarial

A CNN Money lançou recentemente um estudo sobre qual a melhor cidade para lançar um pequeno negócio. O que importa destacar, além dos vencedores, é a metodologia simples e com três grupos de indicadores: Clima de Negócios, Procura e Custos.

 Além dos dados gerais do panorama económico-social da cidade, para esclarecimento dos investidores interessados é fundamental ter acessível outros tipos de informação, como os espaços devolutos disponiveis, planos de negócios, informação sobre incentivos locais ou nacionais em vigor (ver Toronto, Doing Business). Neste sentido, o investidor sentir-se-á confortável e apoiado o que poderá ser decisivo no seu start-up. A C.M. Tavira, por exemplo, disponbilizou em 2007 um Estudo de Oportunidades de Negócios e o CRIA (Centro Regional para a Inovação do Algarve) tem no seu Plano Regional de Inovação um documento estruturado de modo similar. Mais recente é a iniciativa Algarve Acolhe  que disponibiliza de forma prática informação georreferenciada, recolhida junto dos Municípios da região e das áreas empresariais existentes, relativa à caracterização das áreas e/ou lotes, identificando valências, disponibilidades, acessibilidades e contactos.

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A outra Veneza

Altinum foi uma cidade romana abandonada no séc.V com o avanço dos exércitos de Atila - o Huno e que dada a localização se crê ser a antecessora de Veneza.  A sua localização exacta e morfologia eram desconhecidas pois a cidade afundou-se na Lagoa e as ruínas estavam totalmente cobertas por campos, até que esta semana arqueólogos da Universidade de Pádua publicaram um relatório na Science onde revelam novos detalhes sobre a cidade. 
   
Altinum está situada a sete quilómetros a norte de Veneza, próximo do aeroporto Marco Polo e é a única grande cidade romana no norte da Itália e uma das poucas na Europa (tal como Balsa – Tavira) que não foi enterrada debaixo da sua versão moderna. A equipa de investigadores, cartografou a cidade em pormenor utilizando fotografia aérea em conjunto com uma variedade de filtros infra-vermelhos. Nas imagens pode-se concluir que a estrutura de Altinum era complexa e bem adaptada às exigências particulares do ambiente pantanoso. Este facto demonstra um sofisticado know-how desta comunidade para prosperar num ambiente lagunar, séculos antes de Veneza e os seus famosos canais surgirem  nas ilhas dispersas no meio da lagoa. A cidade estaria dois a três metros acima do que era então o nível do mar e estava repleta de muralhas e portões, casas e monumentos (como um anfiteatro e uma basílica), um porto e cercada por rios e canais, incluindo um grande canal que corria dentro da cidade e que a ligava à lagoa.
     
Altinum
Morfologia Urbana de Altinum
 
 
 
 
 
 
 
 
    
 
 
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Cenas de Rua

Teatro e artes em Tavira. É a quinta edição do Cenas na Rua, de 01 a 11 de Julho. Pode contar com as já habituais performances de comédia clássica burlesca, comédia d’el arte e espectáculos visuais e de interacção com o público. Mais a norte ocorre o Festival de Artes de Rua de Valença – SaiPráRua, de 23 a 26 de Julho.

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Residência Conventual

Na Carolina do Sul uma antiga igreja de 1937 irá ser requalificada em lofts, solução ideal para jovens profissionais criativos. O renovado edifício é composto por doze T1’s, unidades pequenas mas com qualidade de vida e numa envolvente que convida ao passeio.
 
Em Tavira está em curso um projecto semelhante, mas com um público-alvo diferente. É o projecto de Souto Moura para o Convento das Bernardas.

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Gran Plaza Tavira

Com 95% da área bruta locável comercializada, o Tavira Gran-Plaza abriu ao público a 5 de Junho. O complexo está dividido em 110 lojas distribuídas por dois pisos  e conta com 1.100 lugares de estacionamento.

É o primeiro centro comercial, a nível ibérico, com um complexo de cinema totalmente digital e digital 3D. 

Entrada PrincipalO centro tem como lojas âncora as insígnias do Continente, Sport Zone, Worten, Modalfa, C&A e Zippy Kidstore. Contará com a Loja do Cidadão que assegurá uma componente de serviços de excelência. O sector da decoração e casa será um dos traços distintivos indo de encontro ao crescimento imobiliário verificado no Sotavento Algarvio nos últimos anos. Ao nível da representação local, o Crédito Agricola do Sotavento Algarvio marca presença ao lado de vários comerciantes que reforçaram os seus negócios na cidade. 

       Mix-Comercial Gran Plaza Tavira

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EN 125

Rotundas e Variantes previstas para a requalificação da principal estrada do Litoral Algarvio. 

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Um outro Reino

Presenciando a palestra  ”O outro reino – O Algarve Medieval” de Luis de Oliveira, faço algumas notas sobre a singularidade da região.

Num breve enquadramento, o Algarve Medieval retratado (sec. XIII, 1230 a 1260) corresponde à fase de queda do império muçulmano por acção da progressão dos exércitos cristãos do norte peninsular, em direcção de Sevilha. A 3 coroas vigentes à data – Leão, Castela, Portugal, assumem essa meta. No âmbito da progressão portuguesa, liderada por ordens e concelhos , a conquista de Ayamonte e Cacela em 1240, afigura-se como um marco importante para os propósitos económicos/ religiosos. Nisso, o restante Algarve permanece num stand-by. A sua conquista precipita-se após Castela tomar Sevilha. A coroa Portuguesa conquista Faro e demarca território através da fundação de Castro Marim e reforço de Alcoutim.

Neste contexto, o Algarve (considerado todo o território a ocidente de Sevilha) parte-se em dois. Com a conquista de Faro, as trocas com o Norte de Africa também param. O Algarve fica quase isolado: mar, rio e uma orografia demarcadora a Norte, a par de uma continuidade despovoada que o Alentejo proporciona.

Além deste isolamento, a singularidade da região Algarvia também se deve à influência moura mas não tanto como é tradicional afirmar-se. Sabe-se hoje que a ocupação muçulmana foi bastante “leve” ao nível religioso. A população algarvia tinha uma religiosidade própria e não existe pressão por parte do império muçulmano para alterar essa realidade. Mesmo após, com o império cristão e integração no território Português, o Algarve verifica um número reduzido de igrejas.

É uma região finisterra, um outro reino que permaneceu relativamente desconexo, com uma autonomia cultural. Outras singularidades:

  • O próprio nome. Orlando Ribeiro, geógrafo, do início do século XX, destaca o facto de terem sido dados nomes às regiões consoante o posicionamento ou a natureza geográfica (Trás-os-Montes, Entre Douro e Minho, Beiras…) e no Algarve apenas se adequou a anterior designação de Algharb.
  • Segundo monografia do ínicio do séc. XX, as gentes  são fisicamente diferentes, provalmente devido aos laços de sangue passados com os muçulmanos.
  • O dado histórico da anexão ao titulo do Rei: Rei de Portugal e dos Algarves.  
  • A lingua. Mesmo após a reconquista persistem diferenças. Com fracos fluxos migratórios e conforme se pode analisar neste estudo de Fraga da Silva, a plena uniformização da lingua só ocorre no séc. XVIII, com prévio aportuguesamento. A designada algarviada significa no dicionário: “linguagem confusa, difícil de perceber por conter termos de várias línguas..“. 
  • Existem ínumeros relatos, nomedamente de Geógrafos, que indicam a especificidade de costumes e práticas distintas de fazer vinho, azeite, etc..

 

Sugestão de sites Algarvios sobre geografia histórica:

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