Explorar os diversos aspectos das praças urbanas é o principal objectivo da Urban Squares. Este site foi criado em 2001 e nele estão arquivadas descrições psicogeográficas de eixos urbanos e uma colecção de praças públicas sujeita a um sistema de classificação por tipos e segundo um método de avaliação assente nos príncipios presentes na figura seguinte.

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Na última década a revitalização dos centros das cidades tem sido uma prioridade na gestão urbana, no entanto, os resultados tardam em aparecer. As acções de revitalização giram em torno da qualificação, animação e promoção do sector comercial e de intervenções urbanas franchisadas esquecendo-se a valorização da vertente cívica dos espaços públicos e a criatividade para reboscar o seu antigo papel da praça “fórum” ou “ágora”. Os centros históricos são antes de mais espaços de referência da personalidade urbana de uma cidade, de uma comunidade, epicentros da sua actividade cultural e é neste presuposto que poderão afirmar-se novamente e gerar efeitos multiplicadores, e não como centros económicos e de emprego por excelência.
Neste sentido, é necessária uma evolução e diversificação das experiências que proporcionam, enfatizando o desenvolvimento pessoal dos individuos a par da interpretação do principais activos histórico-patrimoniais e do mindscape urbano.

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A actual crise económica teve como um dos seus principais pilares a especulação entre o mercado financeiro e mercado imobiliário, o que de certa forma representa o declinio de uma forma de fazer cidade. Insistir nesse modelo é agora perder dinheiro e estender tanto as cidades como a crise. É urgente apostar na reabilitação urbana e consolidar alternativas de planeamento urbano, tanto que nos EUA as cidades vão encolher por directiva da administração Obama, com a demolição prevista de bairros inteiros.
O novo urbanismo passa pela aposta na escala humana, redireccionando o crescimento e as dinâmicas residenciais para o interior das cidades e consolidando as suas centralidades com usos mistos e proximidade entre as pessoas e as actividades e serviços (em detrimento de zonamentos funcionais).
A qualificação urbanística de uma centralidade deve ser acompanhada de linhas orientadoras de ordenamento comercial que alavanquem sinergias económicas entre as empresas e por estratégias de marketing territorial capazes de promover experiências urbanas aos seus protagonistas. A conexão entre as centralidades, através de corredores públicos ambientalmente qualificados (veja-se o exemplo High Line em NY ou a Ecoboulevard de Madrid) e através de soluções mistas de transportes, é outro aspecto do urbanismo emergente.
Last but not the least, o novo urbanismo deve efectivar o envolvimento dos cidadãos nos processos de planeamento criando estratégias assentes no seu DNA – o lugar, as pessoas e os produtos locais.

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O conjunto de espaços públicos de Barcelona apresenta uma grande diversidade. Cada espaço é desenhado como um sitío independente e com uma identidade vincada nos seus elementos, iluminação, mobiliário ou linguagem urbana em geral.
Várias praças possuem o carácter de “praças duras” (Jan Gehl) que servem como salas de estar urbanas, vocacionadas para o encontro de pessoas. Têm superficíes e mobiliário de pedra, por vezes suavizados por árvores.
Neste tipo de praças, as concebidas em renovação após demolição de edifícios arruinados, destaca-se a Plaça de la Mercé ou da Fossar de les Moreres.

Fossar de les Moreres
Em requalificações de praças existentes destacam-se os projectos da Plaça Reial ou da Plaça de Sol.

Plaça del Sol
Nas praças para pedestres que surgiram em antigas áreas de tráfego, a Plaça de Navas, a Plaça de les Basses, Plaça dels Paisos Catalans e a grande praça em frente à estação ferroviária, são os projectos emblemáticos.

Plaça dels Paisos Catalans
Outro tipo de espaços públicos, mais amenos, podem ser denominados de “praças de cascalho” (Jans Gehl). São lugares vocacionados para jogar, descansar, tendo em geral uma área de cascalho como elemento central. Exemplos disso são o Jardí de la Indústria e a Plaça de la Hispanitat.

Jardin de la Industria
Numerosos parques novos ou “oásis urbanos” (Jans Gehl) funcionam como grandes espaços urbanos recreativos dispersos por todos os distritos urbanos da cidade, proporcionando grande variedade de actividades. Têm a água e os espaços verdes são elementos omnipresentes. São exemplos, o Parc del Clot, Parc de Joan Miró ou o Parc de l’Espanya Industrial.

Park del Clot
Outros tipos de espaços são os passeios urbanos, boulevares modernas e dinâmicas, novas interpretações do conceito de Rambla. Aqui, diferentes fluxos coexistem, como na Avinguda d’Lcària ou Avinguda de Gaudi.

Avinguda de Gaudi
Neste último tipo, também se podem segmentar tipos de espaços mais compactos como a Via Júlia, o Passeig de Picasso, ou o porto. Apresentam tráfego mais linear e uma disposição mais fixa dos seus elementos.

Passeig de Picasso
O passeio maritimo de Barcelona é vocionado para o encontro da cidade com o mar, com elementos de grande detalhe nos acabamentos e nas soluções que apresentam, como se pode ver no Passeig Nacional – Moll de la Barcelona.

Moll de la Barcelona
Extra:
Conexão para Planeamento Urbano de Barcelona
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O Moviq é uma ferramenta on-line que permite testar o valor de mercado das nossas casas e dialogar com potencias compradores. Oferece ainda uma variedade de ferramentas para cobrir todos os aspectos da compra, venda, e decoração. O WalkScore ajuda as pessoas a encontrar casas e apartamentos em bairros providos de um bom ambiente pedestre e de uma envolvente funcionalmente diversificada. Por último, o CitySense mostra os hotspots num mapa que em tempo real informa como a cidade está a ser apropriada. Os locais mais activos são identificados através da visualização do “calor” e pode obter informações sobre os mesmos.
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A Starbucks sempre teve uma estratégia de localização “de rua”, no coração das cidades e fora de grandes superficies comerciais, mas agora desenvolve este seu príncipio de forma surpreendente nas Praças Públicas Starbucks, com fontes, terraços, músicos de rua, etc, tudo numa lógica de comunidade.
Entretanto, o McDonalds anunciou recentemente que irá adicionar em 80% das suas lojas, jardins de meditação e parques públicos.
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Check list de conceitos e parâmetros chave no planeamento de espaços públicos e um artigo sobre espaços públicos vibrantes.

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